Hoax: Médico brasileiro ensina método simples para NUNCA pegar Dengue, Zika ou Chikungunya



Falso texto é antigo, sofreu algumas modificações e agora está sendo muito compartilhado nas redes sociais.

Hoax na íntegra:



Segundo um pesquisador de Florianópolis, basta tomar algumas gotas diárias para que o mosquito nem se aproxime! Ninguém divulga porquê não há interesse, a própolis é barata e não enriquece ninguém, as indústrias farmacêuticas ganham fortunas com remédios para amenizar os sintomas da dengue, a Johnson ganha fortunas vendendo o Off, que é repelente de insetos...
O biólogo Gilvan Barbosa Gama, de Florianópolis, explica como usar a própolis contra a dengue.

Segundo ele, a própolis exala na sudorese dois dos seus princípios ativos (flavona e vitamina B) que repelem os insetos.

Composição da Própolis
A própolis é uma cera produzida pelas abelhas a partir cascas, resinas e botões de flores.

Sua composição: além das vitaminas do complexo B, C, H e O, a própolis também possui em sua composição a Flavonóides, galangia, resinas com bálsamo, cera e pólen.

Uso Preventivo

A tintura de Própolis na prevenção aos mosquitos da dengue, deve ser ingerida da seguinte forma:

Adultos: de 30 a 40 gotas diluídas em água (ausente de cloro). Um copo a cada 6hs.

Crianças: crianças de 0 a 10 anos deverão tomar a metade do peso corporal em gotas diluídas em água sem cloro (quantidade a critério).

Uso com a Dengue Instalada (TRATAMENTO RADICAL)

Adultos: tomar 7,5ml do extrato de própolis diluído em água (sem cloro). 1/2 copo na crise febril, ou seja, quando a febre se mostrar mais elevada. A partir daí, repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

Crianças:

- crianças de 0 a 3 anos: 1,5 ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade da água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

- crianças de 3 a 6 anos: 3,0 ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade de água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

- crianças de 6 a 10 anos: 5,0ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade de água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTÍSSIMAS


Gilvan alerta, para não esquecer de fazer o teste ALÉRGICO para ver se quem vai tomar a própolis não é alérgico a ela. É muito rara esta sensibilidade mas pode ocorrer. Fonte: http://www.jornalorebate.com.br/

Caso queira trocar a água sem cloro pela água de coco, é uma excelente pedida.

www.inova.unicamp.br/inventabrasil/propdengue.htm

Principais características

    • Tom alarmista, como grande parte dos boatos tenta impactar o leitor, neste caso em especial foca em alertar em uma solução definitiva para um problema de saúde pública;
    • Uso de argumento de autoridade, ou seja, para tentar dar credibilidade a farsa, coloca no o nome de um suposto pesquisador e biólogo;
    • O título afirma que o pesquisador seria um médico e no decorrer do texto seria um biólogo, este detalhe tira o que resta de credibilidade do texto;
    • Tentativa de utilização de alguns termos técnicos, porém o texto é dotado de vários erros gramaticais e ortográficos;
    • Possui imagem ilustrativa, feita com o objetivo de chamar a atenção do leitor e facilitar o compartilhamento.

    Considerações

    • Este texto usou como base o conteúdo de uma carta enviada por um apicultor onde ele faz um relato puramente pessoal(sem nenhuma base científica) para a Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e publicada em 19/07/93:
    Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

    26(3):193, jul-set, 1993

    CARTA AO EDITOR

    A PRÓPOLIS E A MALÁRIA

    Sr. Editor:

    A própolis é um substância elaborada pelas abelhas, que coletam vários produtos biológicos existentes nas árvores. Sua composição química é complexa e bastante significante para a colméia,

    pois lhe assegura a perfeita pureza e higiene. Observei que quando ingerida, diluída em água, funcionava como repelentede insetos. Quando em minhas pescarias não me utilizava deste

    procedimento, não conseguia pescar sem ser importunado por insetos.

    No norte de Mato Grosso, Pará e Rondônia, regiões com alta densidade de mosquitos, fui testar a “motu” próprio a eficiência profilática da própolis em relação aos insetos hematófagos transmissores de

    febres tropicais. Durante os três anos que permaneci naquelas áreas, fazendo uso diário da própolis, não contraí malária. Quando nessas regiões, me vi muitas vezes em estado de necessidade, ministrando própolis a maleitosos em crise, numa atitude de desespero por não ter às mãos qualquer alcalóide específico. Estas pessoas saiam da crise malárica e esta não se repetia. Sr. Editor, não me sentindo em condições de desenvolver estudos científicos, gostaria de sugerir a realização desses estudos a fim de comprovar a eficácia da própolis no tratamento da malária e como repelente de mosquitos.

    Atenciosamente,

    Gilvan Barbosa Gama

    Apicultor

    Fonte: http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v26n3/10.pdf
    • A Unicamp na época do surgimento do falso texto emitiu uma nota onde afirma que nenhum estudo relacionado a isto foi feito realizado na Universidade:
    Atualmente circula na internet um e-mail que remete a esta página com uma reportagem sobre o uso de própolis no combate à dengue e à malária. Apesar da página ter hospedado a notícia, é importante salientar que a pesquisa tratada nela não se refere a nenhum trabalho feito na Unicamp. Por isso, a Universidade não atesta a veracidade do sugerido e recomenda cuidado na divulgação da informação, uma vez que esta pode levar ao incentivo à automedicação. A notícia foi retirada do ar para evitar quaisquer equívocos. Atenciosamente, Agência de Inovação Inova Unicamp.

    Fonte: https://web.archive.org/web/20080415195138/http://www.inova.unicamp.br/inventabrasil/propdengue.htm
    • Fazendo uma busca no currículo lattes pelo nome do suposto pesquisador, nenhum resultado foi encontrado;
    • O texto é falso, tem todas as características comuns de um hoax e faz várias afirmações sem nenhum tipo de base científica.

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